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Para gostar de: MPB

Blog do Music Jungle

Por Equipe Music Jungle em 11 de Janeiro de 2018

Iniciamos mais uma série aqui no blog do Music Jungle. "Para gostar de" vai destrinchar diversos generos de música, o nosso primeiro tema é a Música Popular Brasileira! 

A Música Popular Brasileira, ou MPB, pode ser traçada desde a época do Brasil-Colônia, com a mistura dos ritmos das fanfarras militares, cantigas populares, sons africanos, músicas religiosas e eruditas da Europa. Os ritmos indígenas também tiveram sua contribuição nessa salada. No século XVIII e XIX dois ritmos se destacaram por aqui: O Lundu e a Modinha

O Lundude origem africana, possuía um forte caráter sensual e uma batida rítmica dançante peculiar. Já a Modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e falava de amor numa batida calma e erudita. Essas duas influências em especial, a africana e européia, foram as que deram o tom para diversos novos estilos musicais, como valsas e polcas e um tal de Chorinho.

O Chorinho pode ser, de fato, considerado o primeiro estilo musical popular brasileiro, o flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado é considerado um dos pioneiros do choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia. Foi ele também quem, pela primeira vez, escreveu a palavra "choro" no local destinado ao gênero em uma de suas partituras: Flor Amorosa. A participação ocasional ou improvisada dos instrumentos é o que determinava a função de cada um no conjunto musical.

Mas foi depois, com o grande Pixinguinha, que o choro ganhou força e forma. Ele tocou por seis meses em Paris com Os Oito Batutas e, quando voltou, introduziu o saxofone e o trompete ao seu repertório. Os Oito Batutas contava com outros grandes nomes da música dessa época, entre eles estava Donga, compositor da música "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba gravado no país, em 1917.

O samba nasceu da mistura dos batuques e rodas de capoeira com os pagodes e batidas para os orixás (Novamente a influência do Lundu se manteve) nas chamadas casas das "Tias Baianas", como eram chamadas muitas baianas descendentes de escravos que moravam no Rio de Janeiro no final do século XIX. Uma dessas Tias Baianas era Tia Amélia, mãe de Donga, e o samba propriamente dito veio dessas comunidades e, junto dele, o carnaval começou a tomar forma.

Com o crescimento e popularização do rádio no Brasil nas décadas de 20 e 30 a música popular brasileira cresceu também. Nesta época inicial do rádio brasileiro, os seguintes cantores e compositores se destacaram: Ary Barroso, Lamartine Babo (criador de "O Teu Cabelo Não Nega"), Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes intérpretes da música popular brasileira: Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves. Carmen Miranda popularizou as marchinhas de carnaval para além das bordas brasileiras, fazendo grande sucesso nos Estados Unidos.

Na década seguinte, um outro ritmo se destaca no no cenário musical brasileiro na voz e na sanfona de Luis Gonzaga, o Rei do Baião. Falando do cenário da seca nordestina, fez sucesso com músicas como Asa Branca e Assum Preto. Enquanto o baião continuava a fazer sucesso com Luis Gonzaga e com os novos sucessos de Jackson do Pandeiro e outros, mais um novo estilo surgia também: o samba-canção. Com um ritmo mais calmo e orquestrado, as canções falavam  principalmente de amor. Destacam-se neste contexto musical: Dolores Duran, Emilinha Borba, Angela Maria, Caubi Peixoto e outros.

Depois, no final dos anos 50, surgiu a Bossa Nova, um estilo sofisticado e suave. Destaca-se Elizeth Cardoso, Tom Jobim e João Gilberto. A Bossa Nova leva as belezas brasileiras para o exterior, fazendo grande sucesso, principalmente nos Estados Unidos e lançando a música "Garota de Ipanema" para o mundo.

Mas foi com a popularização da televisão, em meados de 1960, que a MPB ganhou uma enorme notoriedade. Nessa época, a TV Record organizou o Festival da Música Popular Brasileira e lançou muitos nomes da música, como Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e Edu Lobo. A Record também criou logo depois o programa musical Jovem Guarda, onde despontaram os cantores Roberto Carlos e Erasmo Carlos e a cantora Wanderléa.

É importante notar que nessa época o Brasil vivia a ditadura militar, que mantinha o controle ferrenho de toda forma de cultura e manifestação popular, e que, apesar de toda a vigilância e repressão, a música conseguiu ter um caráter muito importante, servindo de válvula de escape, muitas vezes, com suas canções com cunho social e de protesto. Músicas estas que foram popularizadas nesses grandes festivais que eram feitos em São Paulo e transmitidos para várias regiões do país. Isso fez com que a ditadura intensificasse os olhares para esses festivais e músicas, fazendo com que os compositores criassem músicas maravilhosas com duplo sentido para esconder a parte de protesto, como a bela "Roda Viva", de Chico Buarque, e outras não tão escondidas, como "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores" de Geraldo Vandré, que chegou a ser proibida pelos militares em 1969.

É notável também a influência do rock na música nessa época, em especial nas músicas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. As músicas "Calhambeque" fez muito sucesso e depois "Splish Splash" mostrou uma tendência que os músicos tinham nessa época, que era de fazer versões em português de músicas norte-americanas. O sucesso dos três, Erasmo, Roberto e Wanderléa, despontou com o programa Jovem Guarda, mas tudo mudou logo depois com o começo da Tropicália.

O disco Tropicália ou Panis Et Circenses, de 1968, é considerado a síntese do que foi a tropicália, esse movimento musical que misturava pop-art e antropofagia e que foi criado por um grupo de baianos, mais especificamente Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé e os paulistas Os Mutantes. E, como praticamente toda a música da época, começou nos festivais, com Caetano cantando "Alegria Alegria" e Gilberto Gil, junto dos Mutantes, cantando "Domingo no Parque".

A Tropicália foi um movimento revolucionário e, como praticamente todo movimento revolucionário, não foi muito bem entendido pelo grande público num primeiro momento. E, para ajudar, o movimento direitista odiava-o por ter uma atitude mais provocante e bem longe dos padrões que eram impostos.

Importante notar também que Os Mutantes trouxeram um denominador importante para a equação musical da época: guitarras elétricas distorcidas e com diversos efeitos. Além de fazerem um rock completamente brasileiro, sem ter que "abrasileirar" músicas vindas de fora.

O tropicalismo, mesmo não tendo durado muito (já que muitos de seus principais expoentes, como Caetano e Gil, foram exilados) deixou suas sementes que depois vieram a germinar na forma do rock, finalmente, brasileiro nos anos 70. Bandas como os próprios Mutantes, O Terço e Secos & Molhados. Esse último fez um sucesso absurdo, chegando a vender mais que Roberto Carlos, com seu visual andrógino e cheio de trejeitos. Esse sucesso abriu de vez as portas para o rock nacional de Rita Leeex-integrante dos Mutantes, e Tuti Frutti.

Além disso, nos anos 70, vários outros músicos despontaram para o sucesso, como Nara Leão cantando músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho, Gal Costa e Maria Bethânia, irmã de Caetano Veloso, vem da Bahia para fazer sucesso no Brasil inteiro e outros, vindos de outras cidades do país, fazem o mesmo, como Djavan, Fafá de Belém, Clara Nunes, Belchior, Alceu Valença e Elba Ramalho. Estes todos cantando músicas típicas brasileiras da época mas, como já falei antes, o rock havia conseguido seu espaço, e Rita Lee e Raul Seixas começavam a despontar nesse caminho. Outro caminho diferenciado foi o funk, com Tim Maia e Jorge Ben Jor.

E também nessa época um grupo que fez muito sucesso foi Os Novos Baianos, misturando muito bem o novo rock brasileiro com a música já mais tradicional.

E depois, nos anos 80, o rock tomou conta do Brasil por um tempo com a chegada da New Wave, vinda de fora. A banda Blitz surgiu e fez um sucesso enorme com sua linguagem atual e focada nos jovens pós ditadura. Um outro evento também ajudou para que o rock crescesse no Brasil nessa época. Uma coisa pequena, um "showzinho" qualquer, chamado de Rock in Rio.

Esse show serviu para que o rock da Blitz, aquele com a temática para os jovens, despontasse de vez em várias bandas de sucesso como Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Kid Abelha, RPM, Plebe Rude, Barão Vermelho, Ira!, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii e tantos outros. Todo esse sucesso do rock pode ser dado como consequência do tempo da ditadura, que criou os então adolescentes  dessa época, impulsionando-os a criar músicas mais fortes que o que até então era escutado no país.

Depois da explosão do Rock, o sertanejo teve bom espaço com  as duplas Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo e João Paulo e Daniel. Todas essas duplas cantavam sobre a vida no campo, longe da cidade grande, com uma vida simples, com amores e seus causos.

OS INSTRUMENTOS

Bem, como você notou na "pequena" história da música brasileira, ela mudou de acordo com a sua passagem e seus instrumentos mudaram junto com ela e praticamente tudo foi utilizado, tendo instrumentos característicos somente para cada momento de sua história e não para ela como um todo. Podemos somente dizer que sua temática sociais e de amor são quase que onipresentes na música brasileira. No mais, segue os instrumentos para cada época.

Choro

O piano, flauta e o violão de 7 cordas são os mais comuns (o violão "normal" de 6 cordas é usado, mas é bom notar a peculiaridade da utilização do de 7 cordas para encontrar um som mais grave para as músicas). O saxofone também foi, e ainda é, importante, depois que foi introduzido por Pixinguinha.

Samba

Os instrumentos básicos são o cavaquinho, o violão e o pandeiro, mas um bom samba pode ser simplesmente cantado com o acompanhamento de palmas ou da boa e velha caixa de fósforos. O importante é manter o batuque. Um instrumento peculiar do samba é a Cuíca, que é uma espécie de tambor com um som único, criado ao friccionar uma haste de madeira, presa na parte de dentro do instrumento, contra um pano molhado.

Baião

O Baião tem como principal instrumento a sanfona e suas batidas típicas do nordeste, com triângulos e tambores.

A partir da época da bossa nova e dos festivais os instrumentos principais foram quase sempre os violões e, claro, as vozes, até que a época de Roberto Carlos e, depois, da Tropicália que introduziram a guitarra elétrica para a música atual. Depois dessa época foi meio que um "vale tudo" para a música brasileira.

TOP 10 PARA CONHECER A MPB (POR ÉPOCA)

 

10

Chiquinha Gonzaga foi a primeira "chorona", primeira pianista de choro, autora da primeira marcha de carnaval (Ô Abre Alas, de 1899), primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e também a primeira a aparecer aqui nessa lista. Aí uma mulher que sabia muito das coisas.

 9

Donga compôs essa música, que é considerada o primeiro samba a ser gravado no Brasil, e foi também filho de uma das Tias Baianas, as mães do samba.

8

Jackson do Pandeiro, que foi conhecido como o Rei Do Ritmo, contava seus causos com a linguagem alegre e dançante do baião.

7

Cauby Peixoto tem uma voz única, daquelas que você reconhece na primeira nota. Cantando o amor desde a década de 40 com sua voz de veludo, Cauby marcou, e ainda marca, presença na história da música brasileira.

6

Tom Jobim foi um dos maiores marcos na música brasileira, criando praticamente por si a bossa nova.

5

Chico Buarque cantou um pouco de tudo na música brasileira, de samba, samba-canção, bossa nova, chorinho... Quando se pensa em MPB, ele é um dos nomes que vem logo a cabeça. E essa música foi a que ganhou o primeiro Festival da Música Popular Brasileira da TV Record.

4

Erasmo Carlos é o famoso Tremendão e um dos pilares do rock no Brasil. Destoava do resto da MPB, como o resto do rock brasileiro, por usar ritmos, e a guitarra, mais norte-americanos, mas foi muito influente em toda a música daqui, junto com Roberto Carlos.

3

Essa música de Caetano Veloso deu nome para todo um movimento e é parte de um disco solo dele. Nela pode-se escutar praticamente tudo que esse novo movimento queria impor, com seus diferentes estilos misturados numa grande salada.

2

Esse é o tipo de música que todo mundo sabe a letra. E o engraçado é que a Blitz fez uma música com uma letra num estilo completamente diferente daquelas letras que todo mundo conhecia, com rimas e tudo o mais. E todo mundo adorou.

1

Cazuza foi um grande compositor e frontman, passando uma força tanto com sua presença no palco quanto com suas letras às vezes ácidas. E junto do Barão Vermelho ele fixou um rock suingado e cheio de estilo aqui no Brasil.

Esse foi um pequeno resumo da evolução da música no Brasil, não necessariamente da MPB. E falando na MPB, ela continua mais viva do que nunca, tanto com os "Medalhões", como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, quanto com as novidades, como Mallu Magalhães, Seu Jorge, Céu, Cícero, Mariana Aydar, Móveis Coloniais de Acaju, O Teatro Mágico, Vanessa da Mata e tantos outros. De música boa, o Brasil está cheio!


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